Ainda é manhã de quinta-feira, 9 horas e 30 minutos, e eu não consigo acabar com essa minha irritação, o som atrás de mim ficando levemente sem sintonia, me irrita ao ponto de eu querer jogar ele na parede, esses clientes com a cara toda amassada e com cheiro forte de perfume misturado com café, os senhores cortando a grama da escolinha em frente, gente me falando o que fazer e como agir, estar com fome e não querer comer. Sei muito bem que o mundo não gira em torno da minha barriga, mas não seria uma má ideia se girasse. Eu não consigo ser legal, menos estressada, menos egoísta. Eu não consigo ser menos eu. Eu sou isso, essa metralhadora de estresse, chatice e egoísmo.
Estava eu aqui reparando, escrever com raiva me inspira bem mais do que falar de amor e coisas bonitas, e provavelmente então sairá muitos textos dessa minha caneta que preciso ir buscar o tempo todo em alguma outra mesa, porque aqui no meu local de trabalho, canetas alheias são totalmente cobiçadas, principalmente as minhas, na verdade, tudo que é meu as pessoas querem, mães dramáticas, chefes de olho grande, colegas folgados, irmão irritante, mal humor que ama levar o bom humor embora, Iemanjá que já levou a minha dignidade, pelo amor de Deus, será que nada pode ser realmente meu sem que ninguém queira e ainda por cima consiga me arrancar? Como pode? Até a vontade de sorrir essas pessoas me arrancam as vezes. São todos tão irritantes e insuportáveis, tenho vontade de meter a mão na cara de um por um, dar risada e xinga-los até cansar, descontar todo esse estresse que adquiri durante meus 19 anos de vida.
Não seria mais fácil se as pessoas fossem mais compreensíveis? Tipo começando por mim, com menos egoísmo acho que eu sentiria menos raiva, mas acaba sendo uma coisa incontrolável, as pessoas não respeitam meu silêncio, consequentemente eu também não vou respeitar, porque além de egoísta e chata, descobri que eu também sou muito vingativa, eu sinto raiva fácil e não sei como me livrar disso, mas eu vou descobrir.
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